Uma música, um momento: Vamos fazer um filme, Legião Urbana

Estava aqui sentada no chão do meu quarto, arrumando minha bagunça e ouvindo uma playlist da Legião Urbana (muito adolescente anos 2000) quando começou a tocar “Vamos fazer um filme“. Automaticamente veio na minha cabeça um momento muito feliz da minha vida. Daí pensei em fazer uma seção aqui no blog chamada Uma música, um momento, em que irei compartilhar uma música que me remeta a um momento especial da minha vida.

Mas, então… toda vez que ouço Vamos fazer um filme, vem logo na minha cabeça, o ano de 2001. Eu tinha 15/16 anos, cheia de sonhos e tinha acabado de realizar o meu principal sonho da época que foi entrar para a “Federal”, oficialmente chamado de CEFET na época (Hoje IFF). Eu logo entrei para o grupo de dança de lá e para o coral também. No meio do ano nós tivemos uma greve longa (3 meses), mas como tínhamos um espetáculo no final do ano, o grupo de dança ia ensaiar quase todos os dias e duas vezes na semana a gente tinha ensaio geral com o coral também. Me lembro de a gente ficar lá no auditório cantando e dançando e jogando conversa fora. Ríamos tanto e me lembro de todo mundo que estava presente. Será por onde que andam? E eu me lembro também que no final dos ensaios, todo mundo ia para a lanchonete que ficava em frente a escola comer pastel e refrigerante. Eu sempre escolhia o mesmo recheio: carne, mussarela e azeitonas verdes.

E eu ia para a escola e voltava ouvindo meu walkman (gente… mto velha!) com uma playlist com várias músicas, e essa era uma das que eu mais gostava. Acabou que ela se transformou em um gatilho para que eu relembrar aquela fase que eu estava muito feliz e que foi uma das mais legais da minha vida. Toda vez que eu a ouço, volta tudo! Isso é tão legal.

Vocês também tem essas coisas com música?

Minha agenda de 2020

Eu sempre fui a pessoa da agenda. Desde pequena eu escrevia as atividades da semana. Quando cheguei à adolescência as agendas ficaram recheadas de frases fofas e fotos da Sandy, Backstreet Boys e do Leonardo Dicaprio (meus ídolos adolescentes).

Depois de adulta, eu resolvi adotar os planners cheio de repartições e áreas legais para organização (eu amava aqueles gringos que eu via na net). Meu primeiro planner mais sofisticado foi o da Paperview (lindo!) e depois tive da A.craft, composto por caderninhos e o planner Soho da Tilibra. Também tive a fase do bullet journal, que foi bem legal porque é uma coisa mais personalizada.

Mas, eu via que todos esses não eram muito funcionais porque muitas vezes eu não utilizava ou esquecia de escrever e fazer o planejamento. Eu não sentia que era muito proveitoso. Aí esse ano, eu decidi fazer a minha agenda/bujo/planner. Desse jeito mesmo, meio que juntando tudo. E vou mostrar como ficou!

Eu dividi minha agenda em quatro grandes áreas: pessoal, agenda, trabalho e geral. Entre as áreas eu fiz a tentativa de exercitar mais a minha caligrafia e o lettering. Eu estou trabalhando a questão da perfeição em mim. Eu sempre quero que as coisas estejam perfeitas. Mas, tentando desconstruir isso em mim. Por exemplo, eu vejo várias coisas erradas nessa frase acima, mas eu tentei não rasgar e jogar fora.

Na aba “pessoal” eu coloquei a página de dados pessoais, registro das coisas legais que irão acontecer esse ano, tracker, roda da vida, controle de combustível, wishlist, dados de concursos que quero fazer, as metas para 2020 (detalhada) etc. São coisas que eu achei interessante de manter e com o tempo vou ver se será válido ou não.

Na agenda, eu decidi não dividir por dias e sim por semana. Eu às vezes não atualizo a agenda e quando chega no final do ano, fica um monte de páginas em branco. Por isso, vou colocar somente as coisas principais da semana, como gastos, pontos importantes e um quadro de análise da semana.

Outro setor da agenda é a parte de trabalho. Atualmente estou trabalhando na área de festas e para ficar mais organizada e ter mais controle sobre os pedidos, o que terá em cada festa etc, eu fiz dois controles: um de fornecedores e outro de colaboradores que atuam em cada festa.

A última aba, foi a de folhas em branco, pontilhadas e pautadas para que eu possa ter liberdade para escrever, desenhar e fazer o que quiser!

Ah! E uma coisa que gostei de ter feito a minha agenda, foi que ao invés de encadernar, eu coloquei argolas que deixam a agenda com muito mais flexível (posso mudar a ordem… tirar folhas… colocar sessões) e também o tamanho que é ideal para a maioria das bolsas. Os planners normalmente são gigantes e pesados. Aí sempre fico com preguiça de carregar. A ilustração da capa fui eu que fiz também! E a capa é de papel kraft e paraná.

E vocês, gostam de fazer trabalhos manuais ou não tem muita paciência para isso?

Livro – Todo dia a mesma noite: a história não contada da boate Kiss

Acho que 2020 vai ser o ano em que vou retomar uma das minhas grandes paixões e que ficou esquecida durante bastante tempo: a leitura.

Para retomar esse hábito, eu decidi entrar em um grupo de leitura aqui da minha cidade. Tenho acompanhado esse grupo desde o ano passado e achei muito interessante! Eles são bastante unidos e as sugestões sempre pertinentes. Daí, eles lançaram a leitura do mês de janeiro. A escolha do mês é de autoria de Daniela Arbex, o livro Todo dia a mesma noite: a história não contada da boate Kiss.

Eu lembro claramente do dia que ocorreu a tragédia e todas as reportagens realizadas profusamente ao longo daquele janeiro de 2013. Lembro que fiquei bastante afetada ao me colocar no lugar daquelas pessoas tão jovens e que perderam a vida. Mas, de qualquer forma, a única ligação que tivemos com o caso foi pela tela da TV.

O Livro da Daniela, nos traz detalhes mais profundos sobre a tragédia. E Ela não o explora comercialmente. Ela traz relatos de bombeiros, pais, amigos, até de profissionais do Ministério Público. Não conta somente sobre o incêndio. Ele entra na vida de várias das pessoas que morreram e humaniza as pessoas, os tirando de posição de mais uma vítima.

O livro é basicamente um soco no estômago. Uma dor de cabeça e um enjôo me acompanharam ao longo de toda a leitura e muitos momentos de choro e indignação também. Um dos momentos mais absurdos que li, foi quando uma mãe relata que o Pastor da igreja que ela frequentava na época disse que “Ela era culpada pelo filho ter morrido, já que ela deixou o rapaz ir a uma boate”. Que tipo de Deus e fé essas pessoas estão propagando? Outra coisa que me chocou e que eu não esperava era imagem que algumas pessoas da cidade tem dos pais das vítimas. Muitos acham que eles são estorvos que prejudicam a imagem da cidade.

Mas, mesmo tendo esse lado cruel, o livro também traz muitas cenas de solidariedade e compaixão. Várias atitudes muito bonitas foram vistas ali e que faz a gente ainda acreditar na humanidade.

Eu li o livro em 2 dias mas ainda estou digerindo. A escrita da Daniela é muito boa e me despertou a vontade de ler mais livros dela. Todo dia a mesma noite é um livro muito importante para o nosso país nunca se esquecer desse marco horrível da nossa história.

Outro ponto alto do livro é que a autora não se limita a expor o ocorrido. Ela mostra também a as reverberações que ocorreram na cidade, nas famílias e na vida dos sobreviventes.

Resumo em uma frase: O Livro é duro, triste, mas necessário.

#11 – Você está em um jantar com quatro pessoas que admira muito, mas todos começam a criticar um amigo íntimo seu não sabendo que é seu amigo. A crítica é injustificada e de mau gosto. O que você faz?

Eu sou uma pessoa que tem o perfil bem tranquilo. Mas, quando me sinto/sou injustiçada, eu fico bastante arredia e mostro meu lado mais, digamos… incisivo. 

Engraçado, quando li essa pergunta e comecei a pensar na resposta, eu me deparei com a ideia de que hoje em dia, depois de algumas decepções com pessoas que eu acreditava admirar, eu não tenho mais pessoas as quais guardo admiração. E também não tenho ídolos. 

Atualmente, não existe ninguém que eu admire, como todo o peso que essa palavra proporciona. Existem sim, pessoas cujos trabalhos eu acho incrível e tal. Mas, não existe ninguém que eu seja admiradora nata. 

E justamente por isso, se essas tais pessoas tiverem falando mal de um amigo meu sem fundamento (ou com fundamento, aliás só eu posso falar mal dos meus amigos), eu quebro o pau! Sem tempo irmão!

E uma coisa que me orgulho hoje é de não ter vergonha de expor as minhas convicções e meus pensamentos sobre as coisas. 

E vocês? O que fariam: ficariam quietos ou viraria a mesa?

Novo interesse: macramê

Ano passado eu comecei a trabalhar em uma empresa que organiza festas. Desde então, aprendi muita coisa e participei de montagens de festas infantis, aniversários e casamentos. No fim do ano, decoramos um casamento com o estilo boho e algumas das características da decoração foram as muitas plantas e vários elementos em macramê.

Não sei o porquê, mas sempre tive a ideia de que macramê eram aqueles bordados em toalhas de banho e passadeiras de mesa de sala. E quando me deparei com aquelas peças no casamento, achei tão incrível que me deu vontade de aprender a fazer também. Desde então, tenho procurando referências de decoração com essas peças no Pinterest e estou ficando mais apaixonada ainda! Por isso, separei algumas imagens de peças que ainda quero aprender a fazer!

Coisas boas de 2019

O ano de 2019 começou para mim de uma forma meio torta. Bateu aquele desânimo devido o rumo que o país estava tomando. Então, confesso que comecei o ano com aquele sentimento de tristeza e desesperança que só quem viveu sabe rsrsrs. Achei que realmente 2019 não teria muita coisa para se orgulhar. Mas, olhando para trás agora, vi que muita coisa legal aconteceu na minha vida! Aprendi muita coisa nova, enfrentei medos, finalizei coisas e me diverti enfim. Mas, chega de lenga lenga e vamos registrar o que ficou de bom em 2019!

1. Encontrei amigos e gostei. Eu a cada ano que passa tenho ficado mais e mais antissocial. Não sei se é uma característica de família… mas em 2019 eu encontrei poucos amigos e os poucos encontros que tive foram bem proveitosos e gostosos. Quero ter a possibilidade de fazer mais isso e finalmente aprender a manter amizades. Essas duas fotos foram quando encontrei a Leilinha e o Elias (em um evento que foi de grande valia para aquele momento em que estávamos muito desanimados com a vida profissional)

2. Fiquei com meus amigos peludos.Esse ano foi o ano de me conectar com meus filhotes. Os gatinhos já não estão mais entre a gente, foram doados, mas meu filho Janjão é o amor da minha vida e esse ano ele completou 2 aninhos e fez muita bagunça e acima de tudo, me fez muito feliz.

3. Nos estudos. Nos estudos foi um ano bem legal porque terminei as matérias da licenciatura (falta só o TCC!). Fizemos a apresentação final inspirada nos anos 80 e foi muito interessante participar de tudo. Esses quatro anos de curso passaram muito rápido, mas me ensinaram muito. E no fim, descobri que adoro dar aulas. Também finalmente fiz a matéria de clown (palhaço) e foi bem divertido desenvolver a jiló (minha palhacinha emburrada).

Participei de algumas oficinas muito legais! Essas fotos aí de cima foram da oficina que a Lydia Del Picchia do Grupo Galpão ministrou aqui na minha cidade e foi muito proveitosa!

Não só participei de oficinas, como também ministrei oficinas de teatro com minhas amigas e foi muito bom! Que 2020 eu possa cada vez mais me dedicar e aperfeiçoar nessa área que descobri amar.

Finalmente apresentei meu TCC da pós do design! Um assunto inacabado que me corroía há muito! Mas em 2019 esse fantasma foi embora. Outra coisa que me impus a fazer foi encarar meus medos de frente e comecei a dar aulas de logística em um curso profissionalizante. Eu tinha muito medo de dar aulas voltadas mais para a engenharia. Quase não aceitei, mas decidi que tinha que encarar meus medos e seguir. Claro que hoje faria tudo diferente e preciso melhorar MUITO!!!! Mas, vi que posso encarar desafios de frente.

Em 2019 ainda reencontrei a galera do teatro (depois que as aulas tinham terminado) e vi que já estava sentindo falta… vi que sou realmente boa em preparar comidinhas (quem sabe fazer um curso de gastronomia?)… conheci melhor o meu cabelo e comecei a experimentar novas formas de finaliza-lo… e saí mais com papai!

Profissionalmente, não foi um ano que me trouxe muitos retornos financeiros. Mas, foi um ano interessante quanto descobertas e redescobertas no trabalho. Aprendi muito sobre uma coisa que nunca tive ideia de como fazer: festas! Como aprendi e conheci pessoas legais nesse novo trabalho! Gostei bastante dessa área e penso em me aperfeiçoar. A foto da direita é das lonas que fiz a arte e fiquei morrendo de medo de dar errado! Foi um ano que resgatei todos os meus conhecimentos de design que estavam adormecidos. Também descobri que eu sempre erro em uma coisa: sou retraída no ambiente corporativo e não me mostro muito. Ouvir as criticas e buscar entendê-las também foi um avanço.

Que venha 2020 e com ele várias possibilidades que só um ano redondo pode trazer (eu amo os anos “redondos”. Sempre acho que são melhores).

Entre buscas, propósitos e diários

Imagem: We Heart It.

A vida é uma coisa engraçada. Você traça sonhos, ideias, conceitos e ela vem e derruba toda a estrutura que você criou, como se fosse um castelo de cartas. Em um momento você tem o controle total de tudo e no outro, não sabe mais de onde veio e não faz a mínima noção para onde vai.

Não saber para onde vai com trinta e poucos não tem aquele mesmo frescor dos vinte nem vem acompanhado do sentimento de “sou muito nova e tenho muito tempo”. É igualmente engraçado enxergar como a sociedade nos condiciona a pensar que temos que resolver a vida toda até os 25 anos de idade. Acho que essa busca louca por nos encontrar no mundo faz com que a gente se perca nele.

Com certeza não sou a primeira pessoa a estar perdida. Acho que pelo menos uma vez na vida as pessoas tem essa vontade de apertar o reset e voltar para o começo do jogo. Tem momentos na vida (e eu estou nele) que dá vontade de jogar tudo para o alto e ficar em posição fetal no canto e deixar a tudo rolar do jeito que vier.

Muitos dizem que quando ficamos desse jeito é porque está faltando um propósito na vida. E foi aí que comecei a me questionar sobre qual é o meu propósito. Não encontrei a resposta. Isso me deixou mais desanimada ainda e estou nessa bola de neve desde então.

Para tentar reverter o caso, pensei em fazer algo que sempre gostei de fazer e tinha deixado depois que as responsabilidades adultas me consumiram: escrever diários. Escrever sempre me ajudou a entender melhor as inquietações que me rodeavam. Escrever me acalmava, me fazia relaxar e de quebra registrava momentos da minha vida (é uma experiência ímpar reler os antigos escritos). Pois então: comecei a escrever um diário! Estou escrevendo sobre a minha angústia de não saber para onde ir. É interessante ver a retomada de um hábito perdido há tantos anos. Voltar a escrever é um processo árduo. Mas, são nos processos árduos que se escondem os propósitos e as melhores versões de si.

E você caro leitor que leu até aqui? Já se encontrou perdido na vida? O que fez para enfrentar isso?

A mania de se autossabotar

Daí eu tava pensando esses dias sobre todos os projetos que eu penso, idealizo, mas nunca coloco em prática. Às vezes acho que é desmotivação e até já pensei que era preguiça. Mas, analisando mais profundamente, e lendo alguns artigos pela internet, comecei a achar que estou me autossabotando. Todos os sintomas me fizeram chegar à essa conclusão. Vi que a auto-sabotagem é um ciclo: toda vez que surge uma tarefa ou oportunidade, a pessoa vai lá e coloca um monte de obstáculos para não fazer a coisa.

Não é intencional, mas acaba prejudicando a vida. Steven Berglas e Edward Jones, psicólogos americanos, dizem que os motivos mais comuns que levam uma pessoa a se autossabotar é achar que não é merecedora de algo. E isso me transporta para outra coisa, que é o medo de falhar. Eu acho que eu tenho muito medo da falha e não sei lidar muito bem com críticas. E deve ser por isso, que eu me saboto. Para que não tenha a decepção de ter errado. Mas, isso tudo eu faço inconscientemente.

Se libertar disso é difícil e é um processo. Fazendo a análise desses meus momentos de autossabotagem eu pude ver o quanto eu já desperdicei oportunidades por achar que não era capaz de fazer algo e pelo medo de tentar e cair no erro.

A primeira coisa para começar a superar esse problema é enxergar que você tem esse problema. Enxerguei. Agora, é começar a se policiar. Acho que uma boa ida ao psicólogo ajuda muito. Saber de onde surgiu isso é o caminho.

E vocês? Também se sabotam? Se sim, como perceberam e o que fazem para melhorar?

Olá 2019!

Imagem: we heart it.

Meu número preferido é o 5. Eu adoro números ímpares e acho que é por isso que tenho a impressão de que os anos ímpares são melhores para mim. Talvez possa ser só uma impressão e nada mais. Mas, confesso que meu 2018 não foi tão legal assim. Fiz algumas coisas, consegui um trabalho novo, aprendi algumas coisas e conheci uma cidade nova. Agradeço bastante as pequenas conquistas, mas não posso dizer que foi um ano incrível. Tudo bem que pode ser que ele não tenha andando muito devido ao fato de eu não ter me esforçado muito.

2018 foi um ano de adaptação à uma nova realidade. E como é difícil esse negócio de adaptação! Eu tenho a sensação de que sou uma pessoa que se adapta fácil, na medida do possível. As desmotivações e desânimos fazem parte do processo. Por isso, não vou me cobrar tanto.

Para esse ano novo, que sempre chega com essa áurea de vida nova e muitas possibilidades, eu pretendo sair da adaptação para a etapa de evolução. Colocar as engrenagens para girar novamente.

Afinal, a graça da vida deve ser essa. Nada é para sempre. Nem os bons momentos nem os maus. Cabe à nós entender cada fase e buscar crescer com tudo o que nos é dado. Entender isso foi a maior conquista de 2018. Tudo tem um porquê. Mesmo que no começo você não esteja entendendo nada. Uma hora a ficha cai e a gente entende tudo. Pode acreditar. E seu coração fica aliviado ao descobrir o propósito de tudo. Que 2019 seja leve!

Três coisas que fiz ao completar 33 anos

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Imagem: pexel

Trinta e três. Essas palavras chegam a sair quadradas da boca. Ontem completei 33 anos. Não sou de comemorar, e esse ano não foi diferente. Passei quietinha, com minha família e fazendo coisinhas que eu gosto. Confesso que mesmo não fazendo nada de especial, meu fim de semana foi um dos mais especiais que tive. E neste post, vou falar de três coisas que fiz ao completar 33 anos!

  1. Comi várias comidas que eu amo. No sábado, desde que acordei, só comi coisas que amo: café com biscoito de polvilho… almocei peixe e pirão… comprei um picolé de coco… jantei caldo verde… quer coisa melhor que comer coisas que você ama?
  2. Assisti um documentário que me fez refletir sobre a vida e as relações. Logo de manhã resolvi assistir um documentário que fala sobre o Manicômio de Barbacena, cidade de Minas Gerais. Esse documentário, chamado “Holocausto Brasileiro”, conta detalhadamente como esse hospital se culminou em uma das tragédias mais bizarras do Brasil. É extremamente triste e tocante. Me fez refletir sobre as relações e em como nós humanos conseguimos ser tão cruéis com os nossos iguais.
  3. Aproveitei o dia com minha família. Saí para bater perna com a minha mãe de manhã, almocei com papai e vovó, e a tarde fiquei com meu amor, minha filhotinha e meu janjão, o cão. Não fizemos nada de especial. Só nos divertimos comendo pipoca e fazendo carinho no janjão.

A cada ano que passa eu tenho menos vontade de comemorar e mais vontade de aproveitar as coisas simples. São tão mais legais.